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4 de janeiro de 2011

We're better together!

Hoje me ausentei de mim mesma para me concentrar apenas em você.
Fiquei pensando em todas as nossas atitudes... em tudo o que fizemos e deixamos de fazer.
E foi então que senti um aperto no peito que chegou a estrangular o meu ar; uma vontade de te abraçar e dizer que o que mais quero é estar contigo. Quando abri meus olhos vi que você não estava por perto. E para ser bem sincera, não sei por qual razão isso me perturbou tanto; afinal, muitas vezes o quis por perto e não o tive.
Muitas vezes desejei em vão o seu abraço, o seu carinho e a sua proteção. Muitas vezes quis trocar qualquer coisa por um mero segundo de atenção... por um momento em que estivéssemos a sós no mundo inteiro.
Não quero perder tempo revivendo um passado que não foi tão feliz. A ordem agora é otimizá-lo!
Já chega ter carregado a sensação de tê-lo perdido por tanto tempo. Já chega de negar meus sentimentos e também os seus!
Eu não quero mais dizer não. Nem para você, nem para mim.
Já que a vida nos deu uma segunda chance, por que não aproveitá-la?!
O que desejo hoje não é nada além daquilo que sempre quis para nós. Não vejo a hora de preocupar-me apenas em ser feliz contigo. Entretanto, quero mais do que simplesmente estar por perto como, na verdade, sempre quis. Quero sentir-me livre em sua companhia e fazer tudo o que outrora não fomos capazes.
Perdemos muitas oportunidades, as outras, nos roubaram; mas existe algo maior que ainda nos quer juntos. Há uma força, talvez até sobrenatural, que nos une.
É verdade que nos amamos, que nos queremos bem, mas muitas vezes a razão tenta nos convencer de que fomos feitos para vivermos platonicamente. Por favor, não dê ouvidos a ela! Escute a voz que grita, ou sussurra, dentro de você. Não desista do nosso futuro, dos nossos planos. Queira a minha companhia, o meu abraço, o meu beijo, tanto quanto eu quero os seus!
Não desista de nós dois... não nesta altura do campeonato! Não agora quando a vida nos oferece uma chance para recomeçar!
Acredite em tudo o que vivemos e, sobretudo, naquilo que iremos construir.
É difícil, eu sei. Há sempre uma pedra no caminho, um obstáculo para transpor; mas estes não são infinitos... infinito mesmo é o nosso amor.
Então, Meu amor, não se dê o luxo de desanimar! Mas se isso acontecer faça como eu: feche os olhos, coloque a nossa música para tocar, pense em todos os nossos planos e sonhos, nas nossas promessas de nos fazermos felizes, e descubra um novo motivo para lutar.
Esse é o meu convite hoje... queira, incessantemente, o meu amor. Venha lutar por nós ao meu lado!

21 de dezembro de 2010

Talvez não tenha sido um pesadelo

Tive um sonho.
Sonhei que estava gravemente doente; nunca havia me imaginado naquele estado. Foi inexplicável, mas senti a vida se esvair do meu corpo. Havia me transformado em apenas um conjunto de ossos, que não mais sustentavam o meu corpo e representavam um peso terrível na vida dos poucos que se mantiveram por perto.
Ao acordar, foi inevitável não pensar na vida. Em como o nosso corpo não vale quase nada... e em como as coisas podem mudar, independentemente da nossa vontade.
Morrer é um dos meus medos. Talvez um dos maiores. Junto a este está o da solidão.
Isso mesmo! São duas coisas das quais tenho medo... ou melhor, pânico. A morte e a solidão, não necessariamente nessa ordem.
Acho que o medo advém do meu perfeccionismo. Não gosto de nada mal feito, muito menos de deixar as coisas pelas metades. Mas algum dia isso irá acontecer. Não posso adivinhar quando, nem o que deixarei por fazer... mas deixarei.
Sei que quando vivemos, a partir do momento em que entramos nesse processo, de alguma forma começamos a morrer. Porque no avesso da vida, há sempre um processo de morte. O hoje é mais um dia que vivi e menos um que irei viver.
Este tipo de pensamento pode ser bastante conflituoso, afinal temos sempre a tendência de querer um minuto a mais; um pouco mais de tempo para terminar o inacabado e talvez até começar algo novo... algo interminável e que nos sirva como garantia de sobrevivência.
Meu pai sempre diz que não devemos pensar na morte como um motivo de desespero e pessimismo. Algum dia, para o meu próprio bem, eu espero alcançar também esse ponto de vista.
Pensar na vida e nos seus avessos é importante. Saber que podemos viver o hoje intensamente, mas que no avesso desse viver intensamente já existe um processo de morrer. Acredito que viver intensamente é, antes de qualquer coisa, não limitar a nossa experiência de vida à nossa biologia. O meu próprio curso me mostra o quão maravilhosa é a “maquinaria humana”. O quão perfeitas são as engrenagens que nos movem, sejam elas macro ou microscópicas. Tudo funciona em perfeita harmonia para alcançar o nosso bem-estar. Mas com o passar dos anos as engrenagens vão se desgastando, enferrujando e, mais cedo ou mais tarde, cessam o seu trabalho.
É assim que acontece. CERTAMENTE, o corpo irá envelhecer. Alguns de uma maneira melhor do que os outros, dependendo das escolhas que foram feitas anteriormente. Esse foi outro aprendizado que adquiri na faculdade e na vida: a qualidade da nossa velhice está ligada à maneira que escolhemos viver a nossa juventude.
Mas quando me referi à vida, não quis dizer apenas vida biológica. Falo, principalmente, daquilo que em vida não sabemos nomear. Daquilo que é vivo em nós e que não pode ser visto.
Por vezes carregamos dentro de nós angústias, sentimentos negativos, tristezas... “Corpos estranhos” que não podem ser vistos em nenhum tipo de exame, mas que não deixam de ser perceptíveis!
Percebemos a tristeza e a amargura alheia quando descobrimos que o outro está morrendo lentamente... não no corpo, no que é biológico, mas nas suas esperanças. Quando deixa de eleger a melhor parte da vida... quando deixa de ter o brilho nos olhos.
Já disseram, sabiamente, que “os olhos são a janela da alma”. E são.
Através do olhar nos comunicamos tão bem, ou até melhor, como quando usamos as palavras.
Não há nada melhor do que enxergar em um olhar uma boa notícia. Ter a certeza de aquele que o sustenta está confortável em sim mesmo. Mas essa experiência do corpo não se limita à matéria. Conforto em nós mesmos é estarmos satisfeitos por vivermos como vivemos, por fazermos o que fazemos e por estarmos onde estamos. É uma felicidade que não é utópica. É até mais que isso! É uma realização humana que nos notifica o tempo todo como alguém que está “dando conta” da existência.
Na vida a gente perde muito tempo com o que é acidental. Há muitas coisas essenciais que deixamos de lado por aquilo que é basicamente obra do acaso.
Inúmeras vezes nos ocupamos daquilo que verdadeiramente não é importante... que podemos passar sem. Deixamos de colocar a nossa intenção e o nosso empenho naquilo que realmente faz diferença.
Éh... às vezes a gente perde muito tempo na vida! E assim, vamos morrendo aos poucos. Não o corpo! Mas as esperanças... os sonhos... simplesmente porque deixamos de cuidar do que é essencial.
Morrer no corpo é o natural da vida. Mas morrer nas esperanças não!

Vida longa a todos nós!