31 de dezembro de 2010

Selos!




O Entrelinhas e palavras foi presenteado com mais um selo da querida Kênnia (do blog Busílis), uma das melhores blogueiras que já li, a qual encanta seus fieis leitores com seus textos singelos e carregados de muita personalidade!


Muito obrigada, Kênnia, pelo carinho e pelo incentivo constante!

Agradeço ainda à Dih Carmo (do blog Pensamentos e palavras) também pela singela surpresa de presentear o este blog com o senguinte selo:





Como regra, devo dizer 10 coisas sobre mim, a criação do blog, bem como minhas inspirações. Além disso indicarei 15 blogs e comunicarei seus donos sobre o seu recebimento!



Mãos a obra!!!


  1. Há muito tempo tinha na cabeça a idéia de expor os meus textos, apenas não sabia direito como colocá-la em prática. Confesso também que existia em mim um certo receio de que, ao serem lidos, fossem classificados como um conjunto de "baboseiras". Mas não consegui me conter! - E dou graças a Deus por isso! - Me enchi de coragem, porque inspiração eu tinha de sobra no momento, respirei fundo e, enfim, nasceu o "Entrelinhas e palavras".

2. Bom... os meus textos são bastante pessoais, o que, ao mesmo tempo, os tornam bastante universais. Afinal, eles retratam apenas os meus sentimentos, vivências, aprendizados, sonhos... Nada além do que é vivido por milhares de pessoas todos os dias!



3. Quanto à inspiração acredito que não tenho muito o que dizer. Para ser sincera não sei definir muito bem de onde ela vem. Apenas sei que a encontro quando paro para observar as coisas mais simples da vida. Então, sinto uma vontade incontrolável de escrever, muitas vezes sem nem saber o que, nem por onde começar... mas escrevo! É assim que me liberto de tudo... é escrevendo que deixo a minha alma respirar em paz.



4. Não tenho hora certa para escrever. Muito menos o lugar ideal. Escrevo quando sinto aquela vontade incontrolável que já disse... pode ser em casa, no meu quarto, ou até durante uma aula de patologia (para o meu desespero!).


5. Uma regra! Ao escrever, sempre escuto alguma música. Muitas vezes escuto a mesma música 50 vezes até terminar o texto. Eu sei, parece loucura... mas as minhas palavras sabem (e adoram) dançar! (Existem raríssimas exceções, uma delas é a aula de patologia.)


6. Adoro café. Ok, ok... estou sendo singela... sou viciada mesmo! Portanto quando escrevo (em casa) há sempre uma caneca (rosa) por perto!


7. Sou apaixonada pela leitura e leio tudo o que vejo pela frente. Portanto, todos os tipos de escrita me interessam... acredito que há sempre algo nas entrelinhas que pode ser desvendado.


8. Não me prendo às regras para escrever (vocês já devem ter percebido!) porque é justamente essa falta de "compromisso" nos momentos da minha criação que me proporcionam a sensação de liberdade.


9. Escrevo cartas para mim mesma! (Agora sim vocês estão achando que esta que vos escreve não passa de uma maluca!) É verdade. Escrevo sobre qualquer coisa, guardo em um envelope lacrado e escrevo neste uma data para a leitura. Dou boas risadas com isso!


10. Tenho em mim um grande sonho: escrever um livro.



AGORA, VAMOS AOS BLOGS INDICADOS:


Diário de bordo, da Letícia.

Deixa a alma respirar, da Ana Teresa.

La sangre invisible, do Guilherme.

Busílis, da Kênnia.

Mundo da Bebé, da Amanda Ribeiro.

Onze palavras, da Karina Bucciarelli.

Feliz ano velho, da Bruna Battirola.

Pensamentos e palavras, da Dih Carmo.

Nick's, do Nikolas Oliveira.

Ainda não são 15, mas são os blogs que eu sempre visito e que, na minha opinião merecem os selos!

21 de dezembro de 2010

Talvez não tenha sido um pesadelo

Tive um sonho.
Sonhei que estava gravemente doente; nunca havia me imaginado naquele estado. Foi inexplicável, mas senti a vida se esvair do meu corpo. Havia me transformado em apenas um conjunto de ossos, que não mais sustentavam o meu corpo e representavam um peso terrível na vida dos poucos que se mantiveram por perto.
Ao acordar, foi inevitável não pensar na vida. Em como o nosso corpo não vale quase nada... e em como as coisas podem mudar, independentemente da nossa vontade.
Morrer é um dos meus medos. Talvez um dos maiores. Junto a este está o da solidão.
Isso mesmo! São duas coisas das quais tenho medo... ou melhor, pânico. A morte e a solidão, não necessariamente nessa ordem.
Acho que o medo advém do meu perfeccionismo. Não gosto de nada mal feito, muito menos de deixar as coisas pelas metades. Mas algum dia isso irá acontecer. Não posso adivinhar quando, nem o que deixarei por fazer... mas deixarei.
Sei que quando vivemos, a partir do momento em que entramos nesse processo, de alguma forma começamos a morrer. Porque no avesso da vida, há sempre um processo de morte. O hoje é mais um dia que vivi e menos um que irei viver.
Este tipo de pensamento pode ser bastante conflituoso, afinal temos sempre a tendência de querer um minuto a mais; um pouco mais de tempo para terminar o inacabado e talvez até começar algo novo... algo interminável e que nos sirva como garantia de sobrevivência.
Meu pai sempre diz que não devemos pensar na morte como um motivo de desespero e pessimismo. Algum dia, para o meu próprio bem, eu espero alcançar também esse ponto de vista.
Pensar na vida e nos seus avessos é importante. Saber que podemos viver o hoje intensamente, mas que no avesso desse viver intensamente já existe um processo de morrer. Acredito que viver intensamente é, antes de qualquer coisa, não limitar a nossa experiência de vida à nossa biologia. O meu próprio curso me mostra o quão maravilhosa é a “maquinaria humana”. O quão perfeitas são as engrenagens que nos movem, sejam elas macro ou microscópicas. Tudo funciona em perfeita harmonia para alcançar o nosso bem-estar. Mas com o passar dos anos as engrenagens vão se desgastando, enferrujando e, mais cedo ou mais tarde, cessam o seu trabalho.
É assim que acontece. CERTAMENTE, o corpo irá envelhecer. Alguns de uma maneira melhor do que os outros, dependendo das escolhas que foram feitas anteriormente. Esse foi outro aprendizado que adquiri na faculdade e na vida: a qualidade da nossa velhice está ligada à maneira que escolhemos viver a nossa juventude.
Mas quando me referi à vida, não quis dizer apenas vida biológica. Falo, principalmente, daquilo que em vida não sabemos nomear. Daquilo que é vivo em nós e que não pode ser visto.
Por vezes carregamos dentro de nós angústias, sentimentos negativos, tristezas... “Corpos estranhos” que não podem ser vistos em nenhum tipo de exame, mas que não deixam de ser perceptíveis!
Percebemos a tristeza e a amargura alheia quando descobrimos que o outro está morrendo lentamente... não no corpo, no que é biológico, mas nas suas esperanças. Quando deixa de eleger a melhor parte da vida... quando deixa de ter o brilho nos olhos.
Já disseram, sabiamente, que “os olhos são a janela da alma”. E são.
Através do olhar nos comunicamos tão bem, ou até melhor, como quando usamos as palavras.
Não há nada melhor do que enxergar em um olhar uma boa notícia. Ter a certeza de aquele que o sustenta está confortável em sim mesmo. Mas essa experiência do corpo não se limita à matéria. Conforto em nós mesmos é estarmos satisfeitos por vivermos como vivemos, por fazermos o que fazemos e por estarmos onde estamos. É uma felicidade que não é utópica. É até mais que isso! É uma realização humana que nos notifica o tempo todo como alguém que está “dando conta” da existência.
Na vida a gente perde muito tempo com o que é acidental. Há muitas coisas essenciais que deixamos de lado por aquilo que é basicamente obra do acaso.
Inúmeras vezes nos ocupamos daquilo que verdadeiramente não é importante... que podemos passar sem. Deixamos de colocar a nossa intenção e o nosso empenho naquilo que realmente faz diferença.
Éh... às vezes a gente perde muito tempo na vida! E assim, vamos morrendo aos poucos. Não o corpo! Mas as esperanças... os sonhos... simplesmente porque deixamos de cuidar do que é essencial.
Morrer no corpo é o natural da vida. Mas morrer nas esperanças não!

Vida longa a todos nós!

5 de dezembro de 2010

Selos!

Quero agradecer a Diane (Dih Carmo), dona do blog Pensamentos e Palavras pela surpresa!
É o primeiro selo que recebo... e estou imensamente feliz por tê-los ganhado!

Obrigada de coração! :)

Aqui estão eles:

"Escritores Virtuais" e "Digno de ser Lido", dados aos melhores blogs na qual o foco é a escrita. (Blogs de poesias, crônicas, textos, frases...)








Este é indicado para blogs que você gosta de freqüentar





Este tem a regra de descrever 10 coisas sobre você:





10 coisas sobre mim:

1. Sou apaixonada por séries. Principalmente "Dr. House"!

2. Adoro bolo de chocolate com muita cobertura!

3. Penso em tudo antes de dormir... Literalmente sonho acordada!

4. Sempre confio demais nas pessoas... mesmo naquelas que não merecem!

5. Adoro viajar!

6. Odeio tartarugas! (é um trauma)

7. Tenho medo da solidão! (medo não... é pânico mesmo!!!)

8. Adoro cachorros!

9. Odeio mentira!

10. Acredito e confio muito em Deus!


Os blogs que levam esses prêmios, na condição de seguirem as mesmas regras, são:

4 de dezembro de 2010

Tomando posse!


A pior solidão é aquela que nos ausenta de nós mesmos.
Porque não é suficiente que existam milhares de pessoas ao nosso redor, se nós não ocupamos o nosso lugar, se nós não nos habitamos. E ao invés de possuirmos o nosso domínio, passamos a ser o território das vontades e da satisfação dos outros.
E sem que possamos perceber, começamos a viver e a buscar, exclusivamente, a satisfação alheia.
De repente, quando nos damos conta, começamos a perceber que estamos vivendo tanto “para fora” que nos esquecemos de viver um pouco em nosso interior. É assim que descobrimos que há algo errado acontecendo... porque, mesmo que inconscientemente, sabemos que só é possível viver com qualidade “para fora” quando sabemos cultivar a nossa intimidade.
Para mim, ser ausente de si mesmo, é não ter o cultivo diário daquilo que somos. É não investir, mesmo que conhecendo o seu valor, nas nossas peculiaridades.
Todos os dias roubamos e somos roubados. E é muito difícil estabelecermos um limite.
Quanto do meu território eu posso permitir que o outro entre e tome posse?
Amizade, namoro e qualquer outro tipo de relacionamento baseia-se nisso, na autorização que damos ao outro para que ele entre em nossas vidas.
Mas, infelizmente, não é sempre que as pessoas entram com responsabilidade no território que pertence a nós. Muitas vezes agem desrespeitosamente... muchucam... ferem. E sabendo disso ou não, "vão embora".
E ao partirem levam consigo algo que nos pertence... uma pequena porção da nossa essência. E então, ficamos com aquela sensação de vazio e começamos uma nova busca por algo que possa nos preencher novamente.
Mais uma vez, como em tantos outros momentos de nossas vidas, serão as palavras e a presença daqueles que nos amam que irão nos direcionar. Porque se verdadeiramente nos amam, nos conhecem, nos respeitam e nos aceitam como somos... e assim, vão nos guiar de volta para “casa”...

...porque “há pessoas que nos roubam... e há pessoas que nos devolvem!”. **


(**Frase do livro Sequestro da subjetividade do Pe. Fábio de Melo.)


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Texto especialmente dedicado à Maria Clara... a minha Fofolete!

18 de novembro de 2010

Vivendo levemente!

Hoje fui pega de surpresa pela pergunta mais inusitada que já escutei.
“- Áh, Bruna... me ensina qual a melhor maneira de sofrer?
- Ensinar um jeito certo de sofrer?
- É!
- Mas por que eu?
- Porque você parece que não sofre!”


Nem sei dizer ao certo o que senti quando ouvi esta pergunta. Provavelmente um misto de surpresa e satisfação. Surpresa porque essa era a última coisa que eu esperava escutar, ainda mais hoje. E satisfação por saber que consigo não transmitir aquilo que me faz mal.
No momento da conversa, talvez por ser pega tão desprevenida, não consegui nem responder. Mas sabe quando as palavras ficam ecoando em nossa mente?
Foi assim que cheguei a uma conclusão. Não há receitas que nos possibilitam sofrer de um jeito certo. Há apenas visões diferentes do que nos causa sofrimento. O que muda não é a maneira como se sofre, mas o ângulo do qual enxergamos as adversidades da vida.
Há sofrimentos que são redentores. São aqueles em que descobrimos a razão do sofrer. Por exemplo, a “perda” de alguém, certamente, é um dos acontecimentos que mais nos causa dor. Se vivermos este sofrimento de maneira infértil, ou seja, sofrendo por sofrer, deixando que a raiva manipule os nossos sentimentos, sofreremos dobrado; porque não teremos nos desfeito do que nos causa o mal.
São vários os estágios do sofrimento: amargura, raiva, tristeza, depressão... E é preciso que saibamos viver e administrar cada etapa, caso contrário entramos em um ciclo vicioso, uma etapa provocando e agravando a outra.
Então, qual a melhor maneira de sofrer, já que não existe um jeito certo?
Primeiramente, sendo honesto. Colocar a questão que nos faz sofrer e perguntar: SERÁ QUE VALE A PENA SOFRER TUDO O QUE EU ESTOU SOFRENDO POR ISTO?
Às vezes nós sofremos tanto por coisas que não valem à pena. Perdemos muito tempo de nossas vidas com coisas que em nada nos acrescentam, que são passageiras, e que, na maioria das vezes, nos faz sofrer demoradamente.
Não! A gente precisa administrar isso. E o único jeito de fazê-lo é racionalizando.
O que provoca o sofrimento dentro de nós é a maneira que nós pensamos nele. Uma idéia vai me fazer mal, à medida que eu a alimento dentro de mim. Entretanto, se eu a substituo por outra que me faz bem, logo eu começo a superar a dor. Eu começo a superar o sofrimento.
Então ao buscar esta realização, podemos até ser “felizes” no momento da tristeza, ou melhor, sofrer de uma maneira mais leve. Para isso, basta que olhemos o que nos faz mal de um jeito novo, sem nos amargurarmos tanto, sem estender além do necessário a experiência que poderia ser curta.
Viver de forma mais leve é fazer um pacto de amizade com a vida, e há pessoas que escolhem não fazê-lo.
É preciso que tenhamos consciência de que todos sofrem! Não adianta pensar que é um privilégio seu sofrer, porque não é!
O sofrimento está em todos nós, sem exceção! E não podemos parar a nossa vida às custas disso.
Quando administramos bem o nosso sofrimento, crescemos como pessoas, ficamos mais interessantes e passamos a ter mais conteúdo, mais história para contar.
E o conteúdo da vida está diretamente relacionado com o que nós sabemos fazer com os fatos, com aquilo que nos ocorreu. É isso que mais cedo ou mais tarde a gente vai poder relembrar e contar, e o melhor, aconselhar aqueles que estão passando pela mesma situação e não sabem como agir. Ao cuidarmos bem da nossa vida, ajudamos a administrar a vida do próximo. Porém, de nada adianta querer administrar a vida do outro se você não o faz com a sua.
Primeiro tenha responsabilidade com aquilo que é seu e somente depois preocupe-se com aquilo que transmitirá aos demais!

16 de novembro de 2010

O desafio está lançado!

Um dos maiores desafios que nós precisamos enfrentar na vida, além dos muitos outros que enfrentamos todos os dias, é o de sermos honestos com a gente mesmo.
Enfrentar a desonestidade do outro é até suportável, porque no final podemos sair como vencedores, uma vez que depois que quebramos o poder daquela “traição” podemos restabelecer a ordem e até crescer a partir daquilo. Mas no momento em que somos desonestos conosco, as possibilidades de superação passam a ser mínimas, já que esta mesma desonestidade vai alimentando um jeito de ser.
Quando a mentira vem do outro, eu o olho nos olhos, digo algumas verdades e volto a harmonizar meu coração. Porém, quando a desonestidade está dentro de nós mesmo, então não há como esbravejar.
É preciso que sejamos muito sinceros com nós mesmo, com o nosso processo humano, com as nossas escolhas, com tudo aquilo que permitimos que entre ou não em nossas vidas, pois somos todos cheios de contradições.
Cada um, no íntimo, conhece as contradições que possuem. Somente você sabe onde aperta a pedra no seu sapato... onde está a sua fragilidade, a parede frágil da sua casa, da sua vida... somente você sabe onde é que está a trinca que precisa de reforço.
Mas se formos desonestos, se fingirmos que não sabemos, se fingirmos que não vimos, e começarmos a protelar essa mudança, jamais chegaremos ao resultado que nós merecemos. Quantas vezes as soluções não chegam em nossas vidas?
Não chegam, justamente, porque nos falta a coragem de assumir que erramos. Nos falta a coragem de dizer: “olha... desculpa. Eu errei! Eu não queria errar, mas errei!”
A cada dia acredito mais nos meus princípios: assumir a nossa fragilidade, o nosso erro, não é assinar um atestado de fraqueza. É o primeiro passo, o mais importante, para o nosso sucesso.

15 de novembro de 2010

Uma nova análise da vida!

É impressionante quando nos damos conta de que temos que dar uma resposta para a vida todos os dias. Redescobrir um novo jeito de ser.
É por isso que não acredito nos modelos prontos. Não há como definir-se de forma definitiva. E para o caso fazermos isso, precisamos estar conscientes que devemos tomar cuidado, porque pode ser que o jeito que somos hoje não nos sirva para ser amanhã.
E a razão para isso é muito simples: a vida é dinâmica. E com o decorrer do tempo ela segue nos posicionando de maneira muito diversa; e o que nos cabe é estarmos atentos, porque a resposta a ser dada terá que ser diferente.
A pergunta da vida é sempre a mesma: e agora?
Assim como Drummond, no seu poema, põe o seu personagem contra a parede colocando-o diante de situações que foram desfeitas, ou seja, desconstruindo o contexto de José, a vida também o faz. E então surge a dura pergunta: “e agora, José?” Como é que você reagirá a este processo de desconstrução?

É muito interessante analisarmos a vida a partir do contexto de desconstrução, uma vez que pouco a pouco vamos descobrindo que as nossas estruturas são constantemente modificadas.
A vida tínhamos ontem, hoje já não é mais a mesma. Os relacionamentos de tempos atrás, já não são mais os mesmos. Os amigos de antes, já não são mais os nossos. Tudo vai sendo modificados pelo processo da desconstrução.
Mas não se engane pensando ser este processo algo do tipo pessimista, porque lhe apresentarei o avesso da desconstrução.
A vida desconstrói o tempo todo e não há como fugir disso, mas no avesso dessa desconstrução está a necessidade de reconstruir. Nós só seremos felizes e realizados, à medida que reagirmos ao processo da desconstrução, construindo. E o segredo é não se acomodar nesses destroços, mas reinventar, a partir dele, algo que seja novo.
A sabedoria de interpretar a vida da maneira certa nos é exigida o tempo todo, porque são inúmeros os eventos que nos fazem ruir. Entretanto, essas nossas ruínas devem servir como a base para uma nova reconstrução, porque elas são inevitáveis. E a realização de tudo isso depende da resposta que daremos à vida.
Todos vivem este processo.
No momento em que tomamos consciência de que as nossas respostas precisam evoluir com o tempo, não haverá nada que possa estragar o sabor da vida. E acredite, não existe nenhuma desconstrução que seja definitiva, por mais dolorosa que ela seja.
Quem disse que estamos condenados a ficarmos infelizes só porque um fato desagradável nos aconteceu, só porque uma ruptura precisou nascer?
Não! Isso não é necessário!
Então, eis que chega a hora da nossa luta pessoal. A hora de responder à existência de um jeito novo.
Urge que pensemos no que estamos transformando as nossas desconstruções.
De repente a vida pode mudar e as coisas passam a não ser mais como eram no passado... isso causa um certo medo, e é natural que no momento da desconstrução fiquemos medrosos, afinal, a realidade antiga que nos causava segurança, não causa mais. Esse processo é infinito, porque enquanto estivermos vivos seremos desconstruídos e reconstruídos de maneira cíclica.
E se a desconstrução começar a nos assustar devemos olhar para nossos destroços sempre com algo bom em mente, porque só assim o desânimo não tomará conta de nós. E não podemos permitir que o ele seja maior do que as nossas esperanças.
Depois disso é só arregaçar as mangas e começar a trabalhar para a nossa reconstrução.
É assim que nos superamos.
Olhamos para aquilo que deu errado, olhamos para o que está desconstruído e nos lançamos nessa luta. Porque este é o grande objetivo da vida, que ela nunca seja um motivo para nos desanimar, mas sim para nos fazer ir além.

14 de novembro de 2010

Precisa-se de reforma!

Eu fico o tempo todo intrigada com a questão de o quanto precisamos crescer como pessoas... de como é difícil viver.
Adélia prado, uma das minhas poetizas favoritas, fala muito bem sobre esse dilema de ser humano.
Não é brincadeira ser humano. Ser humano dá muito trabalho e é por vezes doloroso.
É muito doloroso sermos quem somos... lidar com as nossas questões. Todos nós sabemos muito bem disso.
Sabemos, não por termos lido em algum lugar o quanto é difícil viver, mas por sentirmos na pele, todos os dias de nossas vidas, o quanto temos que lutar para dar conta das nossas questões.
Fico me perguntando o que nós precisamos fazer para sermos diferentes, para sermos pessoas melhores?

O que precisamos mudar em nossos corações para que isto possa acontecer?
Creio que cada um de nós tem um cantinho de si mesmo que precisa de reformas. Cabe a nós consertá-lo.
Porque se não reparamos o pequeno detalhe, o tempo nos transforma em uma grande peça estragada. E este é, realmente o nosso grande problema, já que não podemos nos desfazermos de nós mesmos e comprar um novo exemplar.
É a partir do que já existe que nós podemos mudar. Trata-se de trazer o brilho do que é novo para algo que esteja velho e desgastado.
O ser humano tem jeito. Nós temos conserto. Às vezes nos desanimamos e até pensamos que já é tarde demais, mas não devemos acreditar nisso. Basta descobrir o que em nós necessita de reparo e não ter medo da luta.
Trabalhe para que o que está danificado e fragilizado seja consertado. Mas não se esqueça, é preciso ser cuidadoso, porque às vezes a nossa tentativa de conserto acaba por destruir o pouco que ainda resta.
E para não errar, apele para aqueles que o guardam no coração... para aqueles que o amam incondicionalmente. Acredite, você jamais conseguirá sem eles...
...Porque somente quem nos ama, nos reforma do jeito certo.

Todo mundo sente medo.
O medo faz parte da vida humana e nós o identificamos no momento em que sabemos que somos limitados.
Há sempre uma expressão do medo onde há um limite.
Esse aprendizado não advém apenas da teoria, mas da prática também. É na carne que experimentamos a força do medo.
E você já deve ter passado por isso várias vezes, assim como eu também passei.
Sentimos medo quando percebemos o quanto somos pequenos diante da vida, diante dos acontecimentos... e quando a vida parece grande demais para caber dentro do nosso coração.
E então tivemos medo do futuro... do dia de amanhã.
Tivemos medo das pessoas, medo de nós mesmos.
Tivemos medo de enfrentar situações, de cruzar fronteiras... de ir para outros lugares, de recomeçar um novo tempo.
Nós já tivemos (e termos) medo de muitas coisas. E não há como fugir disso, porque o medo é universal.
E não pense que há um problema nisso.
Há alguns especialistas que dizem que o medo faz parte do nosso processo de sobrevivência. A gente sobrevive porque o medo também nos ajuda a ter cautela. O grande problema é quando ele se transforma no obstáculo para a nossa realização... quando passam a ser maiores do que nós.
Quando permitimos que ele comece a reger a nossa vida criamos uma situação nociva, porque ele nos impedirá de realizarmos nossos desejos por termos medo de arriscar... de ir além...
Talvez o medo que nos atinge seja uma conseqüência da vida moderna; mas de uma coisa tenho certeza, ele precisa ser olhado de frente para que, na medida certa, nos ajude a alcançar os lugares aos quais necessitamos nos encaminhar.

6 de novembro de 2010

Carpe Diem!


Aproveitar o dia.
É essa a decisão que tomamos quando nos encontramos cansados de tudo aquilo que nos tira a paz. E então passamos a não nos preocuparmos, excessivamente, com o que nem tem lá tanta importância.
Traduzindo: deixar que a vida, levemente, nos leve sem a preocupação de termos que saber aonde vamos chegar.
Há quem diga que todos os dias, assim que acordamos, recebemos um novo presente de Deus. E é triste ter que admitir que estes presentes chegam mesmo, mas não são vistos. E para justificar a ausência da sensibilidade, dizemos que estamos ocupados demais e que não é hora de desperdiçar o tempo com bobagens!
Bobos somos nós, que ignoramos a verdade de que o nosso tempo só é bem aproveitado quando somos felizes. Funciona mais ou menos assim: quanto mais sorrisos colocamos em nossos lábios, quanto mais leve ficar a nossa alma, mais vida teremos para viver. Porque a quantidade de tempo que se ganha é diretamente proporcional ao quão feliz você é.

Por muito tempo acreditei (e acho que isso é comum a quase todos) que a felicidade era a coisa mais complicada de se conseguir. À medida que fui vivendo e, principalmente, amadurecendo percebi que eu estava completamente enganada. Felicidade, mas felicidade mesmo, não condiz com nada que seja muito complexo.
Ser feliz depende de nos sentirmos plenos. E a plenitude, aquela sensação de que nada mais nos falta, anda de mãos dadas com tudo aquilo que é simples.
É justamente por isso que ao pararmos para observar o que acontece ao nosso redor, sorrimos sem que haja um motivo aparente. São nas pequenas coisas, geralmente as que passam despercebidas, que estão guardadas as sementes da paz de espírito. Da plenitude. Da felicidade.

Muitos ainda desconhecem, ou ignoram, o poder de um abraço, de um beijo, de um aperto de mão e até de um “bom dia”, quando este soa realmente sincero. Sentir os pés tocando a água salgada do mar, deixar que o azul do céu nos abrace, pular em um rio de águas claras, andar de bicicleta sentindo o vento despentear os nossos cabelos, tomar banho de chuva, jogar conversa fora com os amigos... rir com nossos amigos...
São estes os detalhes que nos fazem sorrir diariamente... são estes os presentes divinos aos quais havia me referido.
E se me permitem um conselho, abra você também os seus. Principalmente o que recebeu primeiro... aquele que já está com o embrulho apagado e empoeirado de tanto ser deixado de lado. Abra-o e use-o. É com a sensibilidade que você encontrará dentro dele, que poderá, finalmente, enxergar todos os outros embrulhos que já estão ao seu redor.
Permita-se ser feliz.
Viva plenamente.
Colha cada dia como se fosse o primeiro.
E não se esqueça, CARPE DIEM!

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Este texto é dedicado à minha amiga Camila. Uma das pessoas que me fez perceber a importância de aproveitar o presente que é cada dia!