14 de novembro de 2010

Precisa-se de reforma!

Eu fico o tempo todo intrigada com a questão de o quanto precisamos crescer como pessoas... de como é difícil viver.
Adélia prado, uma das minhas poetizas favoritas, fala muito bem sobre esse dilema de ser humano.
Não é brincadeira ser humano. Ser humano dá muito trabalho e é por vezes doloroso.
É muito doloroso sermos quem somos... lidar com as nossas questões. Todos nós sabemos muito bem disso.
Sabemos, não por termos lido em algum lugar o quanto é difícil viver, mas por sentirmos na pele, todos os dias de nossas vidas, o quanto temos que lutar para dar conta das nossas questões.
Fico me perguntando o que nós precisamos fazer para sermos diferentes, para sermos pessoas melhores?

O que precisamos mudar em nossos corações para que isto possa acontecer?
Creio que cada um de nós tem um cantinho de si mesmo que precisa de reformas. Cabe a nós consertá-lo.
Porque se não reparamos o pequeno detalhe, o tempo nos transforma em uma grande peça estragada. E este é, realmente o nosso grande problema, já que não podemos nos desfazermos de nós mesmos e comprar um novo exemplar.
É a partir do que já existe que nós podemos mudar. Trata-se de trazer o brilho do que é novo para algo que esteja velho e desgastado.
O ser humano tem jeito. Nós temos conserto. Às vezes nos desanimamos e até pensamos que já é tarde demais, mas não devemos acreditar nisso. Basta descobrir o que em nós necessita de reparo e não ter medo da luta.
Trabalhe para que o que está danificado e fragilizado seja consertado. Mas não se esqueça, é preciso ser cuidadoso, porque às vezes a nossa tentativa de conserto acaba por destruir o pouco que ainda resta.
E para não errar, apele para aqueles que o guardam no coração... para aqueles que o amam incondicionalmente. Acredite, você jamais conseguirá sem eles...
...Porque somente quem nos ama, nos reforma do jeito certo.

Todo mundo sente medo.
O medo faz parte da vida humana e nós o identificamos no momento em que sabemos que somos limitados.
Há sempre uma expressão do medo onde há um limite.
Esse aprendizado não advém apenas da teoria, mas da prática também. É na carne que experimentamos a força do medo.
E você já deve ter passado por isso várias vezes, assim como eu também passei.
Sentimos medo quando percebemos o quanto somos pequenos diante da vida, diante dos acontecimentos... e quando a vida parece grande demais para caber dentro do nosso coração.
E então tivemos medo do futuro... do dia de amanhã.
Tivemos medo das pessoas, medo de nós mesmos.
Tivemos medo de enfrentar situações, de cruzar fronteiras... de ir para outros lugares, de recomeçar um novo tempo.
Nós já tivemos (e termos) medo de muitas coisas. E não há como fugir disso, porque o medo é universal.
E não pense que há um problema nisso.
Há alguns especialistas que dizem que o medo faz parte do nosso processo de sobrevivência. A gente sobrevive porque o medo também nos ajuda a ter cautela. O grande problema é quando ele se transforma no obstáculo para a nossa realização... quando passam a ser maiores do que nós.
Quando permitimos que ele comece a reger a nossa vida criamos uma situação nociva, porque ele nos impedirá de realizarmos nossos desejos por termos medo de arriscar... de ir além...
Talvez o medo que nos atinge seja uma conseqüência da vida moderna; mas de uma coisa tenho certeza, ele precisa ser olhado de frente para que, na medida certa, nos ajude a alcançar os lugares aos quais necessitamos nos encaminhar.

6 de novembro de 2010

Carpe Diem!


Aproveitar o dia.
É essa a decisão que tomamos quando nos encontramos cansados de tudo aquilo que nos tira a paz. E então passamos a não nos preocuparmos, excessivamente, com o que nem tem lá tanta importância.
Traduzindo: deixar que a vida, levemente, nos leve sem a preocupação de termos que saber aonde vamos chegar.
Há quem diga que todos os dias, assim que acordamos, recebemos um novo presente de Deus. E é triste ter que admitir que estes presentes chegam mesmo, mas não são vistos. E para justificar a ausência da sensibilidade, dizemos que estamos ocupados demais e que não é hora de desperdiçar o tempo com bobagens!
Bobos somos nós, que ignoramos a verdade de que o nosso tempo só é bem aproveitado quando somos felizes. Funciona mais ou menos assim: quanto mais sorrisos colocamos em nossos lábios, quanto mais leve ficar a nossa alma, mais vida teremos para viver. Porque a quantidade de tempo que se ganha é diretamente proporcional ao quão feliz você é.

Por muito tempo acreditei (e acho que isso é comum a quase todos) que a felicidade era a coisa mais complicada de se conseguir. À medida que fui vivendo e, principalmente, amadurecendo percebi que eu estava completamente enganada. Felicidade, mas felicidade mesmo, não condiz com nada que seja muito complexo.
Ser feliz depende de nos sentirmos plenos. E a plenitude, aquela sensação de que nada mais nos falta, anda de mãos dadas com tudo aquilo que é simples.
É justamente por isso que ao pararmos para observar o que acontece ao nosso redor, sorrimos sem que haja um motivo aparente. São nas pequenas coisas, geralmente as que passam despercebidas, que estão guardadas as sementes da paz de espírito. Da plenitude. Da felicidade.

Muitos ainda desconhecem, ou ignoram, o poder de um abraço, de um beijo, de um aperto de mão e até de um “bom dia”, quando este soa realmente sincero. Sentir os pés tocando a água salgada do mar, deixar que o azul do céu nos abrace, pular em um rio de águas claras, andar de bicicleta sentindo o vento despentear os nossos cabelos, tomar banho de chuva, jogar conversa fora com os amigos... rir com nossos amigos...
São estes os detalhes que nos fazem sorrir diariamente... são estes os presentes divinos aos quais havia me referido.
E se me permitem um conselho, abra você também os seus. Principalmente o que recebeu primeiro... aquele que já está com o embrulho apagado e empoeirado de tanto ser deixado de lado. Abra-o e use-o. É com a sensibilidade que você encontrará dentro dele, que poderá, finalmente, enxergar todos os outros embrulhos que já estão ao seu redor.
Permita-se ser feliz.
Viva plenamente.
Colha cada dia como se fosse o primeiro.
E não se esqueça, CARPE DIEM!

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Este texto é dedicado à minha amiga Camila. Uma das pessoas que me fez perceber a importância de aproveitar o presente que é cada dia!

31 de outubro de 2010

Em tons de cinza


O dia amanheceu há horas, mas ainda vejo nele um “quê” de escuridão. Não consigo enxergar a sua luminosidade nem sentir o calor do sol sobre minha pele.
O que sinto é o leve toque de uma brisa úmida que, lentamente, anuncia a chegada da chuva.
Particularmente, adoro dias chuvosos. Talvez por ter a impressão de que, em poucos minutos, sou transportada para um outro mundo. Um mundo onde tenho a sensação de estar só e onde, finalmente, eu possa me voltar um pouco para mim mesma.
Talvez por vir do céu é que a chuva seja assim tão mágica. Bastam apenas algumas gotas para que as pessoas comecem, vagarosamente, a desaparecer. E enquanto todos se recolhem em suas residências, parecendo temer serem dissolvidos, eu trato de escancarar minhas portas e janelas para que eu consiga me ver com clareza... me perceber com riqueza de detalhes.
Dias feito o de hoje implantam em mim uma certa melancolia. Trazem consigo uma necessidade de querer estar só para poder pensar em tudo o que, todos os dias, faço questão de esquecer.
E graças à mania de deixar para depois, agora percebo que tenho muito em que pensar. Muito para rever. Muitas decisões à tomar.
Permaneço então a me questionar sobre cada detalhe, a fim de conseguir encontrar uma saída... uma direção que talvez nem seja a mais correta. Continuo com a tentativa, por vezes frustrada, de preservar aqueles que estão ao meu redor, e talvez esse seja o meu maior erro. Porque quando mais eu os protejo, mais me afundo nesse emaranhado de dúvidas e sair dele torna-se quase um milagre.
Sigo então me perdendo por entre os caminhos tortuosos da vida. Me perdendo na tentativa de me encontrar. Errando na esperança de um dia acertar.
Chego então à conclusão de que não sei mesmo o que fazer. Estou de mãos e pés atados. E até tenho vontade de jogar tudo para o alto e recomeçar de onde eu não deveria ter parado, mas tomar essa decisão exige uma irresponsabilidade que eu não tenho.
De tudo, o que fica é a certeza de que nada foi em vão. Houve e ainda há um propósito para tudo.

28 de outubro de 2010

Um dia como porta-voz!

Aqui estou com a difícil missão de tentar expressar sentimentos que não são exclusivamente meus.
Foi a primeira vez que alguém me pediu para escrever sobre seus próprios sentimentos. Tentarei, humildemente, corresponder a esta expectativa.
Eis o tema:
“O valor que há em aproveitar o amor e as pessoas amadas.”
A função desse texto não é explicar a importância desse sentimento, mas a diferença que há entre dá-lo ou não o seu devido valor.
Não acredito quando ouço alguém dizer que não sabe o que é o amor. Não acredito porque a capacidade de reconhecê-lo é inerente até àqueles que são considerados irracionais. Nasce conosco e fim de conversa. Se não o reconhecêssemos não haveria relacionamentos duradouros nem amizades verdadeiras.
Cada um de nós vem ao mundo com um dispositivo reconhecedor de amor. Ao ser ativado ele causa algumas alterações fisiológicas como o aumento das frenquencias cardíaca e respiratória, sudorese e uma revoada de borboletas estomacais.
Reconhecer, todos reconhecem... o que é passível de escolhas é a etapa seguinte: dar ou não o seu devido valor.
Quando nós humanos começamos a povoar o planeta, fomos reconhecidos como seres superiores, tendo em vista a nossa capacidade intelectual. E talvez, graças à habilidade de sermos racionais, recebemos como prêmio adicional o livre arbítrio; aquela “lei” que diz que somos donos e responsáveis pelo nosso destino.
A possibilidade de nos sentirmos senhores de nós mesmos trás consigo uma carga ‘divina’ e, muitas vezes, a falsa impressão de que somos auto-suficientes.
A vida é cheia de escolhas e a maioria delas envolve uma renúncia. Infelizmente, nem todos reconhecem que para se agarrar alguma coisa, é necessário que nos desprendamos de outra. E assim, permanecem na mesmice. Ao contrário do que muitos pensam, o ato de renunciar alguma coisa não significa desvalorizar, mas sim uma organização de prioridades. A renúncia também não é sinônimo de esquecimento; e foi para esse tipo de ocasião que foram criadas as lembranças... partes importantes de nossas vidas que ficam seguramente guardadas em nossa memória e que, por nos fazerem tão bem, são facilmente acessíveis.
Dentre todas as escolhas que a vida nos impõe, acredito que a mais importante seja a que nos permite aproveitar aqueles que amamos, porque de nada adianta amarmos em silêncio. O amor foi feito para ser anunciado, difundido e disseminado em proporções epidêmicas. E acredite, não há razões lógicas que possam justificar a vontade de se esconder um sentimento tão sublime.
Amar faz bem, mas os benefícios de compartilharmos o nosso amor com outra pessoa é exponencialmente superior. Porque ao fazê-lo passamos a enxergar o mundo de outro ângulo... um ângulo que nos permite a aquisição de novas habilidades. Dentre as mais importantes está a capacidade de, a partir de então, conseguirmos observar detalhes queantes eram imperceptíveis. E é justamente essa “sensibilidade à flor da pele” o principal ingrediente para nossas overdoses de felicidade. É ela a responsável por nos fazer sorrir diante das reações mais corriqueiras da pessoa amada; e que também nos faz sentirmos completos ao simples toque das mãos. Além disso, esta sensibilidade exacerbada nos coloca em um estado permanente de alerta, o qual nos permite identificar qualquer tipo de alteração, mesmo as mais sutis, que geralmente passam despercebidas diante dos olhos alheios.
E agora me responda, de que vale amar uma pessoa, amar muito, se esse amor não se concretiza? O que se ganha amando alguém sem poder compartilhar com esta pessoa a sua vida? De que vale amar sem abraços, sem beijos e sem confidências? O que ganhamos nos privando de nos sentirmos felizes diante das coisas mais simples da vida? Se temos a chance de andarmos em um parque de mãos dadas e rindo das coisas mais bobas, por que escolher percorrer o mesmo trajeto sozinhos?
Na vida tudo perece, apenas o amor é capaz de frutificar e, assim, existir por toda eternidade. O que realmente vale na vida é valorizar o amor e respeitá-lo. E de que forma o fazemos?
Muito provavelmente quando reconhecemos que não existimos sozinhos... e que cada um de nós somos metades que buscam incansavelmente a unidade. Dois que passarão a ser um. E o respeito está no fato de concretizarmos o sentimento... na vontade incontrolável de torná-lo real!
Como já havia dito anteriormente, a vida é feita de escolhas e o fato de se escolher viver um grande amor não é sinônimo de sucesso. Muitas vezes, diante das adversidades, ele é interrompido, o que pode gerar sérios danos ao nosso coração (e repare que eu disse interrompido porque, para mim, o amor não se conjuga no passado). Mas a vida sempre segue adiante. O mundo não pára... e mais importante, ele dá voltas; e a partir de então, tudo pode acontecer! E enquanto o universo conspira, poderemos recorrer às nossas lembranças. Àqueles momentos que ficaram na história e que jamais serão esquecidos... momentos para os quais nos teletransportamos quando provar, novamente, a felicidade mais sincera e verdadeira se faz necessário.
Só se vive um amor plenamente, valorizando-o e respeitando-o, quando não existe em nós o medo de se arriscar.
A única coisa que realmente importa é que sejamos felizes... e acredite, a sua felicidade só depende de você!
Faça a sua escolha!

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Escrevi este texto a pedido de uma GRANDE amiga, Juliana ("Jujuba")... Espero que goste, Juh!

Amo você!

27 de outubro de 2010

De volta à atividade!

Queridos leitores,

andei um pouco sumida, e peço desculpas por isso, mas por causa de alguns probleminhas técnicos acabei ficando sem internet.
Bom... mas isso não vem ao caso! O que importa é que estou de volta!

O texto que vou postar hoje foi escrito no dia 01 de outubro... meu niver!
Acho que vocês não vão entender nada... mas não quero deixar de postá-lo!

Um grande abraço!!!


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DE REPENTE, 21!

Há vinte e um anos cheguei nessa terra de gigantes e, desde então, venho tentando conquistar e ocupar o meu lugar.
Tenho aprendido muito e talvez até ensinado alguma coisa.
Tenho aprendido a viver... aprendido a relevar tristezas e sofrimentos... e, principalmente, valorizar o que sei fazer de melhor: SORRIR. Entretanto e contraditóriamente, hoje sou somente lágrimas.
Acho que somente Deus mesmo para saber tudo o que vivi e todas as “barras” que passei. Só Ele para conhecer o que, realmente, há em meu coração. Mas mesmo com todos os percalços, acho que consegui ser feliz em alguns momentos... momentos estes em que o meu sorriso não era somente uma decoração superficial, e sim a expressão mais sincera da minha alma.
O dia de hoje está sendo inédito. Pela primeira vez, ao longo desses anos, não fiquei ansiosa... pela primeira vez não estou esperando nada, de ninguém.
Talvez isso soe um pouco pessimista, e para ser bem sincera, é assim que eu também estou classificando esta novidade. Porém, a vida me ensinou a sempre, independentemente das circunstâncias, procurar o lado bom das coisas. E foi pensando assim que cheguei à conclusão de que não esperar pode me causar uma surpresa ainda maior.
Sempre cometi o inevitável erro de esperar dos outros tudo aquilo que eu seria capaz de fazer... infelizmente este pensamento me acarretou uma série de decepções, porque acreditava que o fato de não agirem como eu, era sinônimo de desvalor.
Me enganei... e talvez hoje eu tenha compreendido isso melhor. Não há pessoas iguais, nem pessoas que ajam igual... nem tão pouco que pensem ou sintam igual.
Sou diferente de todos e cada um diferente de mim. Cada qual com as suas peculiaridades... com as características que os fazem únicos... únicos e especiais.
Não cometerei mais a injustiça de julgar os outros segundo as minhas ações! Não irei mais sofrer por antecedência! A partir de hoje a minha preocupação será viver um dia de cada vez! Um dia após o outro... banindo completamente a intenção de retardar ou apressar os fatos. Deixarei a vida seguir... seguir e me levar.

26 de setembro de 2010

Quero somente o essencial

"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.


Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.


Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.


Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade... Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena.


E para mim, basta o essencial!"


(Mário Quintana)

8 de setembro de 2010

Aonde Deus possa me ouvir...

Sabe o que eu mais queria agora, Meu Bem?
Sair, chegar lá fora e encontrar alguém... alguém que não me dissesse nada e que também não me perguntasse nada.
Alguém que não se preocupasse somente com cobranças e perguntas , mas que tivesse a prioridade de me ofertar seu abraço, seu ombro e o seu colo.
Gostaria de sair e me deparar com alguém que fosse suficientemente confiável para que eu pudesse me abrir... desaguar em seu amparo meus desenganos e minhas mágoas.
Queria encontrar alguém que não só me olhasse, mas que me enxergasse completamente. Que tivesse o mínimo de sensibilidade para notar qualquer mudança, por menor que seja, em meu semblante. Mas o mundo e as pessoas andam tão loucas que, por vezes, chego a acreditar que isso é apenas mais uma utopia.

E sabe o que eu também quero agora, meu Amor?
Quero aquietar-me e, verdadeiramente, morar no interior do meu interior. Talvez só assim eu consiga entender de onde vem essa tristeza que percebo nos olhos alheios e também nos meus. Quero ainda, entender o motivo de tantas agressões... o porquê de nos empurrarmos sempre para um abismo. Compreender porque as pessoas se debatem e se combatem tanto, mesmo sem saber. Quero por fim, meu Amor, compreender essa minha dor, esse aperto que carrego no peito.
E se eu te encontrar, apenas deixe-me chorar até cansar e depois me leve para qualquer lugar, aonde Deus possa me ouvir.
E não se preocupe em ser como um farol, guia ou talismã... basta-me apenas que esteja por perto... atento, a postos e disposto. Caso contrário, me deixe aqui e pode sair... Adeus!



~ O texto acima foi baseado na música "Aonde Deus possa me ouvir" interpretada pelo cantor Vander Lee.

4 de setembro de 2010

Segunda Chance...

E se fosse possível voltar no tempo?
É com muita freqüência que me faço essa pergunta... muito provavelmente por achar que já errei demais nesses meus 20 anos de vida!
Gostaria muitíssimo que isso fosse possível, mas com duas regras básicas:

1. Voltar no tempo só seria possível uma vez em um intervalo de 10 anos (talvez 5, para não ser tarde demais) porque só assim, poderíamos amadurecer o suficiente para admitir o quão idiotas fomos no momento do erro.

2. Mudar o passado só seria permitido quando os erros gerassem uma conseqüência que, com o passar do tempo, se tornasse insuportável. Afinal de contas, caso fosse permitido a correção de qualquer deslize, acionaríamos o botão do “restart” até mesmo depois de calçar pares de meias diferentes.

Seria maravilhoso recuperar as oportunidades que deixamos escapar por entre os dedos por simples insegurança. Mais maravilhoso ainda seria poder desfrutar de suas conseqüências, das quais fomos privados pelo medo de arriscar um pouquinho mais.
Poderíamos resgatar não somente momentos, mas também pessoas que fizeram parte de nossas vidas e que eram essenciais, mas que nos deixaram, ou foram levadas de nós, por nossas escolhas.
E se tudo tivesse sido diferente?
E se ao invés de nos acomodarmos, tivéssemos corrido para aqueles braços que sempre estiveram esperando por um abraço?
E se ao invés de calar, deixássemos o orgulho de lado e disséssemos: “Ei!!! Aonde você pensa que vai??? Não vê que eu preciso de você?!”
E se escolhêssemos não nos envolver, ou então se soubéssemos reconhecer qual o momento certo de colocar um “ponto final” em tudo?
E se fosse possível voltar atrás para fazer as escolhas que na época não tivemos coragem de fazer?
Se tudo isso fosse possível, como seria a minha vida hoje? Onde eu estaria? Será que estaria mais ou menos feliz?
São perguntas que jamais vou conseguir responder... que permanecerão para sempre como uma lacuna que não pode ser preenchida, uma dúvida que jamais será esclarecida!
Saber que o tempo segue uma via de sentido único às vezes me desespera. Isso porque sei que o que quer que eu faça, bom ou ruim, jamais será apagado, esquecido, principalmente por mim mesma!
Tenho centenas de motivos para querer reviver alguns momentos e fazer com que o desfecho dos mesmos fossem diferentes. Por outro lado, sei que quem eu sou hoje está diretamente relacionado com tudo aquilo que já vivi, com ou sem arrependimentos. Errei muito mesmo, mas também acertei em algumas coisas. Foram duras as conseqüências dos meus erros, das minhas escolhas mal feitas, mas eu sobrevivi. E agora, depois de tudo, posso afirmar que sou mais “resistente” às agruras da vida... mais forte.
E é por isso que me questiono se essa tal de segunda chance é a alternativa mais justa. Se optar por “remendar” as coisas seria a escolha correta ou apenas mais um erro. Sei que agora estou contrariando tudo o que já disse anteriormente, mas como diz a minha mãe: “sou um jogo de contrários... um misto de opostos...”
E é assim que vivo. Vou seguindo entre meus acertos e erros... entre os meus arrependimentos... mas acima de tudo, sigo não só existindo, mas crescendo!

25 de agosto de 2010

As 1001 faces do amor

Há alguns dias ouvi em um filme a seguinte frase que me chamou atenção: “O amor tem várias faces”.
O amor tem várias faces?
Quando ouvi esta frase me perguntei qual o verdadeiro sentido que eu, como ouvinte, deveria dar a ela.
Se o amor tem várias faces eu não sei, mas que ele tem várias formas de se manifestar isso é certo.
Eu amo várias pessoas (e não sei se é isso que representa as faces do amor), e amo a todas verdadeiramente. Porém, isso não significa que eu as amo de igualmente.
Olha, se tem um assunto que pode ser mais polêmico que política, religião e futebol, com certeza é o amor.
Não quero dizer aqui que o meu ponto de vista é o correto, afinal de contas considero-me insignificante diante do mundo.
Há muito que sou questionada sobre uma frase que costumo usar com freqüência: o famoso “eu te amo!”.
Quando digo que amo alguém é porque amo mesmo. E quando me refiro ao amor, quero dizer aquele que é gratuito, que não espera nenhum tipo de gratificação para existir. É este amor que devoto àquelas pessoas que fazem parte da minha vida e que realmente são especiais.
Sinceramente, não creio que ter a coragem de dizer um EU TE AMO a alguém e, principalmente, fazê-lo com freqüência, seja uma forma de banalizar este sentimento. NÃO! DEFINITIVAMENTE NÃO SE TRATA DE BANALIZAÇÃO!
O que pretendo (e estejam certos de que tenho motivos suficientes para isso) é tornar conhecidos, antes que seja tarde, os sentimentos que trago comigo.
Portanto, à todos aqueles que ouvem, ou que já ouviram, de mim um “EU TE AMO”, tenham certeza de que fui sincera... saibam que estas palavras não foram e não são da boca para fora.
Eu os amei e continuo amando, mas talvez de uma forma diferente... com uma nova face... Porque para mim, independentemente da face que possui, o amor é um sentimento que nunca morre!